Gasometria Arterial


A gasometria arterial mede o pH e os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue arterial. Esse exame é utilizado para verificar se os seus pulmões são capazes de mover o oxigênio dos alvéolos para o sangue e remover o dióxido de carbono do sangue.

A gasometria arterial é um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o estado ácido-básico. Os níveis dos gases arteriais também são obtidos para avaliar alterações na terapia que podem afetar a oxigenação, tal como a mudança na concentração de oxigênio inspirado (FiO2), níveis aplicados de pressão expiratória final positiva (PEEP), pressão das vias aéreas, ventilação (mudança de frequência da respiração, alterações do volume corrente) ou equilíbrio ácido-básico.

Normalmente, a amostra de sangue é coletada na artéria radial, próxima do punho, mas também poderá ser coletada pela artéria braquial ou femoral. Através da amostra de sangue arterial, o laboratório determina as concentrações de oxigênio e de dióxido de carbono, assim como a acidez do sangue, que não pode ser mensurada em uma amostra de sangue venoso.

Valores Normais de uma Gasometria Arterial são:
  • pH 7,35 a 7,45
  • pO2 (pressão parcial de oxigênio) 80 a 100 mmHg
  • pCO2 (pressão parcial de gás carbônico) 35 a 45 mmHg
  • HCO3 (necessário para o equilíbrio ácido-básico sanguíneo) 22 a 26 mEq/L
  • SaO2 Saturação de oxigênio (arterial) maior que 95%

A Resolução Cofen n.º 390/2011, estabelece que a realização da punção arterial, tanto para fins de gasometria como para monitorização de pressão arterial invasiva, é privativa do Enfermeiro, considerando que esse profissional é responsável pela realização de cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam a tomada de decisão pautada em conhecimentos científicos. Além disso, a Resolução citada estabelece que o Enfermeiro obtenha conhecimentos, competências e habilidades que garantam rigor técnico-científico para a realização do procedimento, atentando para a capacitação contínua relacionada à realização da punção arterial, bem como que esse procedimento deve ser realizado, no contexto do Processo de Enfermagem, conforme reza a Resolução Cofen n.º 358/2009.
Pelo exposto acima, esta CTLN entende que o Enfermeiro devidamente capacitado/qualificado, possui a competência legal exigida para executar a punção arterial, no âmbito da equipe de Enfermagem.

Descrição da Técnica:
  • Separar o material necessário e o pedido médico;
  • Higienizar as mãos;
  • Orientar o paciente sobre o procedimento (quando o mesmo estiver consciente);
  • Posicionar confortavelmente;
  • Higienizar as mãos;
  • Calçar as luvas de procedimento;
  • Avaliar a presença de fluxo sanguíneo colateral preservado na artéria escolhida - Teste de Allen (Teste de Allen é um teste usado para avaliar o suprimento sanguíneo da mão);
  • Realizar a antissepsia da pele com álcool a 70%;
  • Palpar a artéria com os dedo indicador e o dedo médio, sentindo a pulsação e abrindo um espaço entre os dois dedos visualizando o local para realizar a punção;
  • Puncionar com o bisel da agulha voltado para cima, em um ângulo de 30-45° em relação a artéria, aprofundando a agulha até que se tenha um refluxo fácil de sangue na seringa (volume: adulto - 2,0 ml e pediatria - 0,5 ml);
  • Retirar as bolhas de ar da seringa, homogenizando de 5 a 8 vezes entre os dedos para evitar hemólise;
  • Comprimir o local da punção durante 5 a 10 minutos (no caso da artéria femoral comprimir por 20 minutos) - evita complicações como: trombose, embolia, infecção e dor;
  • Colocar curativo/adesiva absorvente no local puncionado;
  • Retirar as luvas de procedimento;
  • Identificar a seringa com a etiqueta de identificação do paciente;
  • Recompor a unidade e descartar os resíduos em locais apropriados;
  • Higienizar as mãos;
  • Encaminhar a amostra ao laboratório o mais rápido possível para não alterar a amostra e se ter um resultado mais preciso (recomenda-se que o transporte seja realizado com gelox);
  • Registar o procedimento no prontuário do paciente.


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